Farmácia Integrada
Conceito que envolve o ambiente, os
produtos, os serviços, as pessoas e as atitudes de uma farmácia
comunitária e busca estabelecer uma coerência entre
o discurso e a prática
Adaptado da Revista Racine 108 • janeiro/fevereiro 2009Por Nilce Barbosa, presidente do Grupo Racine
As
Semanas Racine de Atualização em Farmácia, como espaço político e
científico, sempre foram espaços altamente profícuos para lançarem-se
idéias, promoverem-se discussões e incentivarem-se mudanças. Em julho
do ano 2000, a programação científica da 10ª Semana Racine, com seus
inúmeros temas de cursos, palestras e mesas redondas, proporcionou aos
participantes um intenso debate sobre o atual momento pelo qual passava
a farmácia e a profissão farmacêutica. Tornava-se evidente, ao
findar-se uma década de grandes questionamentos e movimentos em nível
mundial, que grandes mudanças entrariam em processo.Com o decorrer dos anos, evoluímos nosso pensar sobre que tipo de farmácia desejávamos ver consolidada no Brasil e passamos a observar melhor os movimentos em torno da profissão farmacêutica e do exercício profissional na farmácia comunitária em todo o mundo. Percebemos que uma verdadeira crise cultural envolvia as relações entre a sociedade e a farmácia. O farmacêutico, como profissional da saúde especialista no medicamento, começou a entender que continuar centrando suas atividades apenas na elaboração, na produção, na distribuição e na dispensação limitava seu papel na cadeia sanitária ao longo do tempo. Paralelo a isso, era possível também perceber que o próprio ambiente, os tipos de produtos disponibilizados e os serviços prestados estavam descaracterizados e não contribuíam para que a população enxergasse a farmácia como um estabelecimento de saúde. A discussão sobre a
educação farmacêutica tornou-se urgente para que a profissão pudesse avançar e redesenhar seu papel na cadeia sanitária. Uma nova realidade, centrada na proteção da saúde, na educação sanitária e no paciente, ator que deve ser ativo para conseguir-se o sucesso terapêutico, exigia não apenas um novo modelo de profissional, mas um novo modelo de farmácia.
Com o tempo, por uma questão de semântica, adotamos o termo Farmácia Integrada para nos referirmos a essa farmácia, que entendemos vem atender às necessidades sociais e sanitárias dos serviços farmacêuticos. Como as formas lingüísticas são símbolos e valem pelos seus significados, achamos por bem a produção deste artigo para explicitar o que desejamos dizer com o termo Integrada. Por meio deste texto retomamos este conceito, inaugurando a seção homônima na Revista Racine, que a partir desta edição esmiuçará o tema e explicitará as possibilidades e detalhes deste modelo de estabelecimento farmacêutico.
Farmácia integrada à cadeia sanitária e ao sistema nacional de saúde
Sabemos que saúde é uma síntese; a síntese de uma multiplicidade de processos, do que acontece com a biologia do nosso corpo, com o ambiente que nos rodeia, com as relações humanas e sociais, com a economia e a política internacional e dos países. Sabemos que vivemos um modelo de saúde curativo e baseado na ausência de enfermidades, que privilegia o desenvolvimento tecnológico e dos fármacos e que conta com o apoio dos diferentes atores participantes deste modelo, seja por inércia, ignorância ou conveniência. Sabemos que a saúde tem quatro grandes inimigos: a pobreza, os estilos de vida, a situação global ambiental e a violência. Porém, mais que tudo, sabemos que um sistema de saúde efetivo deve concentrar-se muito mais na prevenção de doenças e na promoção da saúde e é neste sentido que um estabelecimento sanitário de acesso facilitado e com alta cobertura geográfica como as Farmácias, pode desempenhar um papel determinante para descongestionar o Sistema quando se tratar de questões de atenção primária à saúde. Suas ações devem ser alinhadas e complementares ao quadro geral de atividades e programas, sejam eles públicos ou privados, existentes no município ou região.Integrar-se, significa aqui, assumir que a essência da atividade farmacêutica e da Farmácia Comunitária, e seu papel na cadeia sanitária, é prover a sociedade de medicamentos e outros produtos e serviços para a saúde garantindo o cuidado, a orientação, a segurança e a observação dos efeitos de seu uso. Assim, a Boa Prática de Farmácia, deve compreender, entre outros requisitos, a responsabilidade sobre a prescrição racional e uso correto dos medicamentos.
Farmácia integrada ao usuário dos produtos e serviços
O foco da atenção do farmacêutico deve ser sempre as necessidades assistenciais dos pacientes ou usuários dos produtos e serviços de sua Farmácia e da comunidade onde ela está inserida. E para que essas necessidades sejam atendidas ele deve manter sempre um alto grau de compreensão e envolvimento com o ambiente que o rodeia. Condições sanitárias, perfil demográfico, fatores socioeconômicos, culturais, políticos e geográficos determinam particularidades no perfil epidemiológico das regiões, municípios e bairros, que por sua vez determinarão o perfil da Farmácia e as necessidades na prestação dos serviços farmacêuticos.Alguns indicadores podem ser observados de forma macro, porém outros têm que ser estudados mais minuciosamente, de forma que o farmacêutico possa estar preparado para os desafios que enfrentará. A grande mudança no “ser farmacêutico” está em enxergar que o medicamento é um meio e não um fim na obtenção dos objetivos terapêuticos de qualquer tratamento farmacológico. Para atuar desta forma o profissional deverá desenvolver-se na prática da atenção farmacêutica que pela Proposta de Consenso Brasileiro é conceituada como “um modelo de prática farmacêutica desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica. Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções de seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades biopsicosociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde”.
A mudança dos padrões demográficos, dos perfis epidemiológicos e dos estilos de vida das populações nas diversas partes do mundo, bem como o desenvolvimento das ciências farmacêuticas e da saúde, expõem essas mesmas populações a um aumento da expectativa de vida, a serem portadoras de doenças crônicas, ao uso concomitante e contínuo de fármacos, ao uso de fármacos cada vez mais potentes ou a um número excessivo de apresentações de um mesmo produto, entre outros riscos. Assim, nos dias atuais, a necessidade social para com a profissão farmacêutica em seu exercício na Farmácia comunitária transcende as funções desempenhadas até então. Faz-se necessário ampliar o escopo de sua atuação, agregando às suas responsabilidades contribuir com a busca de resultado positivos nas farmacoterapias através de intervenções clínicas. Isto implica em um esforço pessoal em preparar-se cientifica e humanamente, o que entendemos talvez nem todos os farmacêuticos estejam dispostos a fazer ou sejam talhados para isso. Mas estas atitudes são absolutamente necessárias para que suas ações proporcionem impactos relevantes e duradouros nas condições de saúde da sociedade.
Farmácia integrada à comunidade
O farmacêutico ocupa uma posição privilegiada entre os profissionais da saúde na questão do contato direto com a comunidade, ocorrendo este sem burocracia ou custo. Deste modo, sua atuação pode contribuir de forma única com a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Doenças estas que, muitas vezes, estão diretamente ligadas à educação e às precárias condições higiênico-sanitárias em que vive um grande número de brasileiros.A falta de saneamento básico é um grave problema econômico e de saúde no Brasil. Estima-se que 60 a 70% das internações hospitalares sejam devidas a doenças causadas pela falta de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, que propagam doenças como diarréia, hepatite A, febre tifóide, cólera, dengue e leptospirose.
A Organização Mundial da Saúde estima que para cada US$ 1,00 investido em saneamento, deixe-se de gastar US$ 5,00 em tratamento médico. Uma recente pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz mostra claramente que o avanço da atenção básica, com a consolidação do Sistema Único de Saúde nos anos 90 e mais recentemente com o Programa Saúde da Família, pode interferir significativamente na redução das internações por doenças ligadas ao saneamento. Embora as condições sanitárias tenham evoluído discretamente, menos pessoas adoeceram, deixando de utilizar o sistema hospitalar. Apenas com esses dados é possível estimar o impacto que é possível causar a atuação das farmácias na educação sanitária da comunidade e o valor que elas podem agregar ao conjunto do sistema nacional de saúde, por serem a porta de entrada e saída deste sistema.
De modo individual ou profissional, os farmacêuticos comunitários podem e devem participar, influenciar e colaborar com as Políticas de Saúde e as Políticas de Assistência Farmacêutica em seus municípios. Programas educacionais para a promoção e proteção da saúde, incluindo a diminuição do abuso e mau uso dos medicamentos, podem ser desenvolvidos e implementados pela Farmácia.
Cada município tem um perfil epidemiológico específico, bem como características socioeconômico-culturais próprias e seus diferentes indicadores e informações de saúde são a base para que o farmacêutico comunitário defina suas prioridades de trabalho, seja no âmbito de sua Farmácia ou da coletividade.
Farmácia integrada aos demais profissionais da saúde
Ainda hoje, a farmacoterapia é a forma de intervenção médica mais freqüentemente utilizada. Além disso, as situações de múltiplos prescritores para um mesmo paciente é uma realidade cada vez mais presente nas populações, que têm visto suas expectativas de vida aumentarem expressivamente a cada década. Este contexto faz do farmacêutico comunitário um elo de enorme importância na cadeia sanitária. Sua facilidade de acesso, seus vínculos de confiança com a comunidade, seu amplo conhecimento do público freqüentador de sua farmácia e sua capacidade de influência, são valiosos reforços aos procedimentos terapêuticos definidos pelos demais profissionais envolvidos em uma decisão terapêutica. Isto também pressupõe, por parte dos farmacêuticos, uma responsabilidade compartilhada com outros profissionais da saúde e com os pacientes pelo resultado do tratamento. Sabemos melhor do qualquer outro profissional da área da saúde, que o medicamento é um dos pilares de qualquer terapêutica, independente da enfermidade que estejamos tratando.Cada indivíduo, independente de sua condição de saúde, deve ser visto como um todo pela ótica das diferentes ciências e profissões da área da saúde. Esta visão ampliada e adequada da realidade resultará não só em uma forma de atuação interdisciplinar com também transdisciplinar. Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade alimentam-se mutuamente no cotidiano das modernas intervenções em saúde.
A Declaração de Tóquio, já em 1993, deixa claro que os farmacêuticos comunitários devem manter contínua relação com os outros profissionais da saúde, especialmente com os médicos, mantendo, com estes, uma verdadeira sociedade terapêutica que implica em confiança e fé mútuas em todos os assuntos farmacoterapêuticos. E sendo a Farmácia comunitária um local isolado de outros estabelecimentos sanitários, deverá, o farmacêutico, ter sempre uma atitude ativa na busca do relacionamento com os outros profissionais da saúde.
Farmácia integrada nos diferentes setores ou categorias de produtos
Além dos medicamentos, uma extensa gama de produtos pode e deve ser disponibilizada pelas Farmácias, no sentido de atender as necessidades das pessoas no que tange à utilização, consumo e aplicação de produtos, visando melhorar, cuidar ou contribuir com sua saúde, sejam elas portadoras ou não de enfermidades.As categorias ou seções de produtos são inúmeras e devem ser definidas após uma análise aprofundada das características da região onde a Farmácia está estabelecida: doenças prevalentes, idade média da população, serviços de saúde existentes etc.
Definidas as seções ou categorias, será o momento de determinar quais produtos e em que quantidade se deve compor o mix da Farmácia. Produtos e seções se integram no sentido de complementaridade da atenção ao usuário; se a farmácia possui uma seção de produtos para bebês e crianças, deve possuir também os produtos para higiene bucal para esta faixa etária. Do mesmo modo que, se a farmácia disponibiliza os medidores de glicemia, com as lancetas e tiras reagentes, deveria disponibilizar também o arsenal de insulinas.
Farmácia Integrada em seus serviços
Uma Farmácia comunitária é, antes tudo, um conjunto de serviços que devem estar também integrados de modo a serem apresentados à sociedade como algo de valor para o cuidado de sua saúde. A cadeia de serviços inicia-se ao promover o acesso fácil e seguro ao medicamento, garantindo que os estabelecimentos estejam bem distribuídos, permitindo uma cobertura geográfica adequada.Os serviços podem ser divididos em assistenciais, de docência e de investigação. Por sua vez, os serviços assistenciais se subdividem em serviços orientados aos usuários e serviços orientados aos medicamentos e produtos. E uma cadeia de serviços integrada deve ser controlada por um sistema de qualidade, com procedimentos normatizados, de modo a serem medidos, avaliados e melhorados.
O conjunto de serviços oferecidos demonstra ao usuário, e à sociedade, o compromisso e o cuidado que a Farmácia tem com a saúde.
Assistenciais
Serviços orientados aos usuários:
- Dispensação de medicamentos
- Indicação farmacêutica
- Seguimento farmacoterapêutico
- Educação em saúde
- Farmacovigilância
- Assistência domiciliária
- Manipulação clínica
- Definição do mix de produtos
- Seleção e qualificação de fornecedores
- Armazenamento e controle de estoque
- Fracionamento de medicamentos
- Gestão de resíduos
De Docência
- Ações educativas de proteção à saúde
- Programas de formação continuada de funcionários
- Estágios para graduandos em Farmácia
- Programas de práticas sob tutoria para graduados
- Assessoramento aos outros profissionais da saúde na melhoria dos conhecimentos sobre os fármacos e sua utilização.
De Investigação
- Estudos e pesquisas
Farmácia integrada com sua equipe
Definir a identidade e ideologia da Farmácia significa tornar clara qual é a sua missão, suas crenças e seus objetivos. A formalização e estruturação destes documentos tem um papel imprescindível na seleção da equipe que irá atuar na Farmácia. De nada adiantará as melhores intenções do farmacêutico se o grupo que o acompanha não estiver alinhado com seus propósitos.Na contratação a Farmácia deve investir na diversidade, buscando pessoas de diferentes idades, gêneros, raças e culturas. Deve, também, valorizar a integração dos novos colaboradores, planejando e implementando Programas Internos de Treinamento, que lhes permitam conhecer as aspirações e valores que a Farmácia defende. Esses esforços proporcionarão a este grupo a capacidade de corroborar com os objetivos da Farmácia, reconhecer uma necessidade dos usuários ou da comunidade, desempenhando um trabalho que faz diferença e do qual eles se orgulharão. O desenvolvimento da equipe é de responsabilidade do farmacêutico e este deve garantir que ela esteja preparada para atender as necessidades de informação, orientação e cuidados das pessoas que adentrarem à Farmácia ou com ela se relacionarem de alguma forma.
Farmácia integrada à educação farmacêutica
Muito se tem discutido em todo o mundo sobre a educação na área farmacêutica no sentido de esta acompanhe as transformações e exigências de uma sociedade complexa nas suas estruturas e relações sociais. Evidenciamos, cada vez mais, o quanto o conhecimento é transitório e o quanto os saberes, os recursos e a sociedade evoluem ao longo do tempo. Diante desta realidade, os farmacêuticos comunitários devem assumir o compromisso com o desenvolvimento contínuo de suas competências.Manter-se informado e participar politicamente das discussões curriculares deve, também, fazer parte da agenda do profissional farmacêutico da Farmácia comunitária, uma vez que com ele trabalharão os novos farmacêuticos, ao mesmo tempo em que ele próprio deverá reciclar-se continuamente.
Um novo conceito
Discutir este novo conceito de Farmácia comunitária não tem qualquer intenção de apagar a realidade à nossa volta e propor, levianamente, que se crie algo novo, sem resolver a enormidade de problemas instalados nos diferentes modelos de estabelecimentos de dispensação de medicamentos. O propósito é inspirar os profissionais farmacêuticos a projetarem sua atuação para além do medicamento, interferindo decisivamente na saúde coletiva. É preciso fazer mais do que atender as pessoas, é preciso ajudá-las. Potencializar o papel social do farmacêutico e da Farmácia comunitária como estabelecimento sanitário passa por incorporar outras atividades dirigidas profissionais, que não apenas as de produzir, armazenar ou dispensar os medicamentos. Isto não exclui a evidente importância dos medicamentos em nosso cotidiano, pois envolve a freqüência com que os utilizamos, os riscos a que estamos expostos quando o fazemos, seu impacto econômico em nosso orçamento e os benefícios que podemos ter por seu uso racional.Não há dúvida que os farmacêuticos precisam ser preparados inicialmente, para então mudar suas práticas. É uma longa caminhada e muito difícil para muitos. A dificuldade se dá por vários motivos, entre eles a noção arraigada pela formação tecnicista e a necessidade de percorrer os caminhos das ciências humanas e sociais, tão desconhecidos dos farmacêuticos. Caberá a ele o compromisso pedagógico e político de oportunizar a real aprendizagem dos indivíduos no cuidado com sua saúde, cujo resultado será uma sociedade que conhece melhor o quão benéficas podem ser as atividades de uma Farmácia. O farmacêutico deve estar preparado para não desperdiçar essas oportunidades que são preciosas e que, muitas vezes, poderão aparecer nos momentos mais inesperados e lhe permitirão abordar os temas de saúde em uma perfeita relação com a vida e seu cotidiano.
Através da mudança de foco, das melhorias contínuas e do repensar sobre os possíveis benefícios que se pode ter com esta atividade, conseguiremos chegar a este conceito de Farmácia Integrada, que pede menos exibição dos medicamentos, maior variedade de outros produtos para a saúde, menos balcões e mais mesas e cadeiras, um uso correto do auto-serviço, mais tempo para o atendimento, mais investimentos em estrutura física, em qualificação contínua e em uma boa biblioteca, além de se tornar fundamental um equilíbrio entre tecnologia e humanidade.
Setores ou Categorias de Produtos
- Medicamentos sob prescrição
- Medicamentos isentos de prescrição
- Saúde e higiene bucal
- Nutrição e dietética
- Ortopedia, fisioterapia e ergonomia
- Geriatria e cuidados domiciliares
- Produtos para alérgicos
- Produtos para portadores de Diabetes
- Produtos oftalmológicos e para os cuidados nasais e dos ouvidos
- Primeiros socorros e outros cuidados
- Suprimentos médicos e odontológicos
- Equipamentos e produtos para autodiagnóstico e autocuidado
- Produtos oficinais
- Higiene, perfumaria e cosméticos
- Produtos solares e pós-sol
- Dermocosmética, maquilagem e acessórios.
- Saúde das gestantes, lactantes, bebês e crianças
- Saúde e beleza feminina
- Saúde e beleza masculina
- Saúde e beleza do adolescente
- Livros e outros recursos educativos em saúde













